" Se o mundo tem uma opinião, não quer dizer que temos de aceitá-la. " ( Nir Barkat )
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terça-feira, 23 de agosto de 2011
domingo, 24 de janeiro de 2010
domingo, 26 de julho de 2009
Leitura no Bosque
Era uma tarde fria e o bosque meio avermelhado era o que parecia o melhor lugar para se sentar e ler um bom livro. Sentou-se e começou a folhear vagarosamente o que tinha em mãos. Começara a adentrar na sua história e imaginar. Imaginar. Sonhar. Só que de repente o urso que devorava a personagem principal resolveu atacá-lo. Começou a correr contra as suas paredes oníricas. Saltava-as. Arfava, com vontade de que aquele urso deixasse de existir. Então, encontrou um muro alto demais para ser deixado para trás. O monstro de pouco mais de dois metros de altura se encontrava em pé e já podia, agora, sentir o cheiro do seu hálito, mal hálito. Irritado. Respirando forte. Atacou. Arrancou-lhe o subconsciente com uma só patada e então o livro tinha acabado. Voltava para casa com a sensação de dever cumprido...
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sábado, 25 de julho de 2009
Borboleta do destino
Uma borboleta sobrevoava ao meu redor enquanto ia de encontro com a rotina do dia-a-dia. De cor azul-clara, suas asas pareciam dois olhos negros manchados de azul. Observava-a e devido a essa ação estar se tornando mais importante que caminhar, tropecei diversas vezes. Era com obstinação e confiança que eu via aquele ser voador como uma nova forma de vida. E então, como num passe de mágica a borboletinha subiu, subiu, subiu e desceu de repente, mergulhando no chão e desaparecendo ao chegar na altura dos meus olhos. Quando me vi em frente ao lugar que trabalho percebi que foi para me levar ali, com mais alegria, que ela apareceu. Ainda bem que escolhi o caminho certo, o caminho que as borboletas que vão até você e não que você vai até elas.
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quinta-feira, 23 de julho de 2009
Quem canta seus males espanta
Cantava todo dia,
Depois de acordar.
Depois de acordar.
Ia para o trabalho cantando,
E ao chegar lá
Tinha de parar.
Seus males a devoravam nesse
Curto espaço de tempo.
Até que um dia
Não resistira,
Morrera no final do expediente.
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terça-feira, 21 de julho de 2009
Amor eterno
Furiosa, entrou pela porta sem sequer bater.
Devolveu-me todas as coisas que eu tinha lhe dado.
Pelúcias, fotos, Cartões postais e até mesmo uma das blusas que estava vestindo.
Só que, ainda assim,
Esquecera meu coração na gaveta.
Com a pele esbranquiçada,
E com a voz, bastante, rouca,
Minhas últimas palavras
Foram as primeiras dela:
Que seja eterno enquanto dure,
E que dure a eternidade.
Ps: O próximo post é o primeiro capítulo do conto: "Bailando na noite". Postarei-o capítulo a capítulo. Espero que gostem. Boa leitura
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
João e Maria: I
Dois anos sem se ver,
João e Maria corriam um em direção ao outro,
Um beijo inimaginável,
Palpável,
Palpável,
Ambos se envolveram tanto
Entre línguas e dentes que
Esqueceram de respirar.
Morreram ambos.
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