domingo, 18 de julho de 2010

Over

O que me mata,
É saber que você não se importa.
E o que mais me atinge,
É que meus tiros não te alcançam.

O céu não mais meu limite é.
A força do amor que tínhamos se acabou,
E a esperança que restou,
Se foi junto com a fé.

Correr em direções opostas,
Repetir os gestos mais errados,
Omitir quaisquer que sejam as respostas.
Permanecer juntos e calados.

Tudo que se tinha,
Não se tem mais.
Não é hora de perder a linha,
E já é muito tarde para reestabelecer a paz.

Tudo que se passou morreu,
E sempre vais achar que foi engano meu.
Ainda assim, tudo que temos agora,
É muito mais do que tínhamos outrora.

3 comentários:

Mariana Amorim disse...

Ah essa indiferença bandida a roubar-nos a doçura da vida.

Milla disse...

Arriscar, esquecer, tentar e continuar...Nunca achei que se acostumar com o 'over' daria certo, temos que continuar sempre..

beijos

Daniel Savio disse...

Realmente a indiferença é o pior fim do amor...

Fique com Deus, meni Rafael Contrim.
Um abraço.